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“Hoje, eu respiro Naamá”, diz Nanda Ziegler, de José do Egito

Atriz contou um pouco sobre o drama que a personagem vai sofrer na próxima minissérie da Record

Atriz está empolgada com sua personagem (Foto: Michel Ângelo/Rede Record)

Nos últimos meses, Nanda Ziegler só pensa e respira uma coisa: Naamá. A atriz, que está no elenco da nova minissérie da Record, José do Egito, diariamente passa pelo processo de três horas de preparação para gravar as cenas da personagem nos estúdios do RecNov, complexo de dramaturgia da Record, no Rio de Janeiro.

Com os cabelos longos e ondulados, túnicas da época perfeitamente ajustadas em seu corpo e com o drama de Naamá na ponta da língua, Nanda até chegou a se emocionar durante a entrevista com o R7 nos bastidores da produção.

Na história, Naamá começa a história morando com o marido e a filha na cidade de Siquém. Quando os irmãos de José destroem o local, após o estupro sofrido por sua irmã, Diná, Naamá fica viúva e é levada com eles para se tornar serva.

— Ela começa a servir muito bem as pessoas, ela sofre muito com isso, mas qual é a esperança dela? Nenhuma. Em Siquém, ela tinha uma vida tranquila. O marido vendia pedras. E ela vai fazer o que da vida? Ela só tem em mente que precisa proteger a filha (Mara), que foi a única coisa que restou desse relacionamento que ela teve. Ela dá a vida dela para poder salvar a filha dela.

Nanda revelou ainda que uma das coisas que mais chamou sua atenção na história da personagem foi a força de vontade que ela tem em fazer a vida da filha, interpretada por Juliana Boller, dar certo.

José do Egito, é dirigido por Alexandre Avancini, marido de Nanda, e escrita por Vivian de Oliveira, a mesma autora do sucesso Rei Davi. Confira abaixo a entrevista na íntegra com a atriz:

R7 – Depois da destruição da cidade de Siquém e da morte dos homens do local, Naamá é levada com os irmãos de José para se tornar serva. Como ela lida com isso?

Nanda Ziegler - Ela começa a servir muito bem as pessoas, ela sofre muito com isso, mas qual é a esperança dela? Nenhuma. Em Siquém, ela tinha uma vida tranquila. O marido dela vendia pedras. E ela vai fazer o que da vida? Ela só tem em mente que precisa proteger a filha (Mara), que foi a única coisa que restou desse relacionamento que ela teve. Ela dá a vida dela para poder salvar a filha dela.

R7 – E ela se envolve de alguma forma com a família de Jacó?

Nanda Ziegler – Sim, e ela descobre, no ambiente de Jacó, que existem seres ali dentro que não são tão carrascos quanto os irmãos foram com ela. Ela cria um vínculo forte com a Diná, e tem um apreço maior por Jacó, José, Lia... Ela cria uma vida ali.

R7 – A trama em si é bem dramática, não é, Nanda? Como você lida com isso?

Nanda Ziegler – É tudo muito intenso. Nós fazemos com seriedade, estudamos, tem um trabalho enorme que antecedeu às gravações para você conseguir chegar neste espírito. Depois que você está dentro do projeto, as coisas fluem naturalmente. Mas o despertar do personagem é que tem um trabalho mais denso para você conseguir chegar a este ponto.

R7 – Você chegou a se emocionar lendo os capítulos?

Nanda Ziegler – Sim! Em um determinado capítulo, eu li e escrevi direto para a Vivian [de Oliveira, autora]. Eu chorei horrores! A Naamá é tão humana que é apaixonante. E ela é sofredora e guerreira. Ela sabe que ela precisa cuidar da filha, sabe que precisa ter vida, viver, sobreviver.

R7 – Você acha que você tem alguma característica dela?

Nanda Ziegler – Eu sou melancólica. Ela é também, mas é muito forte, ao mesmo tempo. Eu não sei se tenho essa força que ela tem. Eu acho que não aguentaria vivenciar as dores que ela vivencia.

R7 – Você acha que essa força que é a lição que a Naamá vai te trazer?

Nanda Ziegler – Acho que sim. Ainda estou descobrindo as emoções que afloram em mim com a história dela. Mas essa força, principalmente para quem tem filho, impressiona. A gente, mãe, pode sofrer, ser guerreira, a gente faz tudo. Mas para proteger os filhos, acho que a mulher cria uma força interior muito grande. O lindo do personagem é isso.

R7 – Esse ambiente de época te fascina?

Nanda Ziegler – Eu sempre quis fazer uma coisa de época. Dá muito fascínio, é lúdico demais. É um universo profundo. Você trabalha mais, é bem prazeroso. São coisas diferenciadas, coisa que não existe no cotidiano. Você acabar mergulhando em um universo e fica imbuído por aquilo. Hoje eu respiro Naamá.

R7 – Quanto tempo você demorar para se “virar” Naamá?

Nanda Ziegler – São três horas. É preciso enrolar o cabelo, fazer a maquiagem, arrumar certinho o figurino... É bem demorado.

R7 – E nesse meio tempo você costuma estudar e decorar o texto?

Nanda Ziegler – Normalmente, eu prefiro já chegar concentrada. Como são cenas de muita emoção, eu prefiro ficar mais quietinha, pensativa, ouvindo música, para conseguir entrar no mundo da Naamá.

R7 – Você chegou a ler a história de José na Bíblia?

Nanda Ziegler – Sim, claro! José me despertou evangelho, me levou a estudar a Bíblia. Eu fiquei muito apaixonado. É um encontro com Deus, de verdade.

R7 – Você já acreditava em Deus antes?

Nanda Ziegler – Sempre, mas acho que minha sensibilidade está mais apurada, eu estou mais conectada.

R7 – José, assim como as outras minisséries bíblicas da Record, promete ser um sucesso. Você acha que a história vai mesmo impressionar o público?

Nanda Ziegler – José já está nos impressionando. Imagina quando entrar no ar! A entrega dos atores, a técnica, a tecnologia que a gente está usando. José é tudo!

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