Notícias

Natália segue em recuperação, como peça-chave para bi olímpico do vôlei

  • -A
  • +A

Natália voltou a saltar nesta semana, mas sob controle cuidadoso quanto a quantidade e intensidade, nos treinos. Divulgação/CBV

Denise Mirás, do R7

Uma jogadora é peça-chave para José Roberto Guimarães na campanha da seleção de vôlei em busca do bicampeonato olímpico em Londres. Com Natália, que o técnico prefere treinar como ponteira na equipe – o que significa participar da recepção de saque -, o Brasil tem mais chances de brigar por mais um título, depois do ouro olímpico em Pequim 2008. Dividindo favoritismo com outras seleções, ou mesmo um pouco atrás de um time mais equilibrado em termos táticos, como define Zé Roberto, como o dos Estados Unidos, a seleção brasileira é candidata a medalha. Mas, com Natália, as chances aumentam.

Por isso, os cuidados com a atleta, que teve de passar por uma segunda cirurgia na canela esquerda em dezembro, depois da retirada de um tumor benigno em junho, que cresceu novamente. Além de enxerto ósseo, no local foi colocada uma haste de titânio. Daí os cuidados com os saltos, que Natália só voltou a treinar nesta semana, com planejamento cuidadoso quanto a número e intensidade de ação por dia - e também em termos semanais -, “sem avançar o sinal”, como observa o preparador físico José Elias de Proença.

Nesses seis meses depois da segunda operação, Natália fez um forte trabalho anaeróbio, além de exercícios de perna no fundo de quadra. Treinou pesado o que podia, segundo Zé Elias, que destaca a disposição da jogadora, que “secou” (chegou aos 78 kg, abaixo até do planejado que eram os 80 kg) e está muito forte.

Período de mais pegada

A preparação agora, depois de um tempo prolongado focalizado em musculação, para força, está na quinta sessão de potência, do total programado para dez (e que, assim, será finalizado bem próximo dos  Jogos Olímpicos).

As jogadoras estão “com mais pegada, saltando mais e também mais ágeis” neste período que inclui a etapa de São Bernardo do Grand Prix de Vôlei, com jogos contra Alemanha (nesta sexta-feira, 15), Itália (sábado, 16) e Estados Unidos (domingo, 17).

De toda forma, cuidados são tomados, com várias das atletas depois dos treinos se valendo de bolsas de gelo nas articulações. Fernanda Garay deve ser poupada, com dores no ombro esquerdo depois de 15 sets jogados em três dias em Lodz, Polônia, na primeira etapa do GP, com três vitórias do Brasil. Sassá também sentiu  o tornozelo esquerdo.

São três faixas etárias

O técnico Zé Roberto acredita que o auge de uma jogadora de vôlei, em termos técnicos, táticos e de maturidade, se localize na média entre 26 e 28 anos. No grupo maior de “selecionáveis”, conta com faixas, como entre 28 e 34 – que são importantes como referência para as de 18 a 22 – e entre 23 e 27 (Natália, com 23, está nessa faixa intermediária).

Se o grupo não tem mais a mesma força física do ouro olímpico de Pequim 2008, o técnico brasileiro conta com a força de grupo – e a motivação de mais um desafio olímpico para superar obstáculos, de poucos intervalos para descanso a lesões. E, além de mais equilíbrio como atletas (em termos físico, técnico e tático), também há mais maturidade.