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Surfe quer aproveitar onda olímpica e entrar para o programa do Rio 2016

Campanha da Confederação Brasileira quer esporte como exibição nos Jogos

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Cameron Spencer/Getty Images

André Avelar, do R7

Berço do esporte de praia no Brasil, a Cidade Maravilhosa quer aproveitar a onda olímpica e incluir o surfe no Rio 2016. Mas ainda alguns resquícios de preconceito e, principalmente, a dificuldade de produzir ondas em locais sem praia atravancam a entrada do esporte no programa dos Jogos Olímpicos.

Mas para convencer o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Confederação Brasileira de Surfe (CBS) lançou o projeto “Rio 2016: Surf na Olimpíada”. Até mesmo um abaixo-assinado oficial foi criado na página Rio Surf 2016 para que as pessoas possam defender a modalidade na Olimpíada.

- O surfe está pronto para ser reconhecido e continuar encantando o mundo. A nossa ideia é fazer uma apresentação como a consolidação do Rio como um berço desse esporte. Seria uma verdadeira festa de praia. Somente um movimento mundial pode incluir o surfe na Olimpíada. Com vontade política, as coisas podem acontecer – disse Romeu Andreatta, diretor da CBS.

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Uma das capitais mundiais do surfe, a Austrália também tentou, sem sucesso, incluir o esporte em seu programa. Sydney 2000 começou e no ano passado o assunto voltou a ganhar força. Para se tornar olímpico, um esporte precisa ser praticado em pelo menos 75 países e quatro continentes no caso dos homens e 40 países e três continentes para as mulheres.

Mas mais do que isso, mesmo se for enquadrado nesses critérios, isso não significa que o esporte já se tornará olímpico. O esporte também tem de apresentar alta competitividade e com fáceis locais de competição.  O surfe conta com 20 milhões de praticantes em mais de 100 países.

- O surfe tem esse desafio que não apresentou nada em ondas artificiais. Fica seletivo em um país sem costa. A gente não consegue produzir onda artificialmente... Ainda! Não conseguimos para 2020, mas nós vamos voltar a reivindicar – disse Andreatta.  Baku (Azerbaijão), Doha (Catar), Istambul (Turquia), Madri (Espanha) e Tóquio (Japão) disputam a candidatura para os Jogos Olímpicos de 2020. 

Política antidoping

Com campeonatos organizados e cada vez mais dinheiro envolvido, a Associação dos Surfistas Profissionais (ASP) adotou a política antidoping, cumprindo as regras da Agência Mundial Antidoping (Wada). Apesar dos atletas de hoje serem saudáveis, a contracultura ainda é motivo de preconceito.

Na ocasião, Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, criticou a medida e chegou a dizer que o surfe não se tratava de um esporte de alto rendimento e o doping não ajudaria em nada. O surfe sempre caminhou na linha entre esporte e estilo de vida selvagem.

A Rede Record mostrará a Olimpíada de Londres 2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet, por meio do R7. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e da Olimpíada do Rio de Janeiro 2016.

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