Plano Alto Daniela Galli interpreta deputada Júlia em Plano Alto: “Ela tem sede de poder e não mede esforços”

Daniela Galli interpreta deputada Júlia em Plano Alto: “Ela tem sede de poder e não mede esforços”

Personagem é mulher de deputado federal e nora do governador do Rio

Daniela Galli interpreta deputada Júlia em Plano Alto: “Ela tem sede de poder e não mede esforços”

Jéssica Montes/R7

A atriz escolhida para brilhar ao lado de Milhem Cortaz na minissérie Plano Alto, que tem como tema a política atual brasileira, foi Daniela Galli. Em entrevista ao R7, a atriz fala um pouco sobre sua personagem, deputada estadual e mulher de João Titino.

─ Júlia é uma pessoa racional e forte, que tem no casamento uma grande parceria profissional. Eu e Milhem Cortaz seremos uma dupla sólida em romance e política. Além de atuar no mesmo meio que o marido, ela exerce uma função importantíssima no sustento da carreira dele, internamente. O casal se ajuda, pensa junto e é unido em todos os campos da vida conjugal.

A personagem, segundo Daniela, tem sede de poder e não mede esforços para conquistar seus objetivos.

─ Embora não esteja presa a casos de corrupção na trama, Júlia faz “conchavos” e arquiteta planos de relacionamento para chegar ao poder ou para que o marido chegue. Ela tem também um rival, Papudo [André Mattos], que tenta montar esquemas contra o governador do Rio, Guido Flores (Gracindo Junior), sogro dela. A personagem vai lutar com unhas e dentes, dentro da posição política que ocupa, para impedir a derrubada do sogro e, por consequência, do marido e dela.

Para interpretar um personagem com excelência, nada melhor do que buscar referências na vida real. A atriz conta que o chamado “laboratório” é uma das partes mais prazerosas do trabalho.

─ Eu adoro ir atrás de outros universos. Uso e abuso dessa fase! Assisti a muitos discursos políticos, acompanhei a série americana House of Cards, visitei a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio) para ver os deputados em ação e tive encontros com uma fonoaudióloga, que dá aulas de linguagem política. Preciso pensar que sou uma mulher que faz aquilo todos os dias, então não gosto de fingir. Me inspirei bastante na postura de Hillary Clinton, por admirar o modo como fala e defende suas ideias.

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Daniela Galli conta que nunca teve vontade de ingressar na vida política, ao contrário de sua personagem.

─ Tenho interesse em estar por dentro do assunto. Não podemos nos alienar de algo que afeta todo o País. Apesar disso, jamais pensei em trabalhar no meio e, neste ponto, sou bem diferente de Júlia. Já participei de manifestações e devemos, sim, lutar por mudanças. A gente se aproxima da realidade quando “sente” os acontecimentos.

E a atriz chama a atenção do público: “Vamos falar de política de um jeito argumentativo”.

─ A minissérie é fundamental para o povo brasileiro e fico muito feliz por participar de um projeto que vai ao ar antes das eleições. Da forma como foi construída, mostra o lado do sistema, independente de partido. Precisamos entender como as coisas acontecem, apesar de existir um lado nada inspirador, para pensarmos se na ação aquilo bate com a nossa ideologia. Para mim, conversa boa tem discussão e traz argumentos reais.

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