Tóquio 2020: como o Brasil se prepara para os próximos Jogos Olímpicos

No Rio, time verde e amarelo bateu recorde de medalhas e subiu 19 vezes ao pódio

André Avelar e Dado Abreu, do R7, no Rio

Logotipos dos Jogos de Tóquio foram apresentados recentemente
Logotipos dos Jogos de Tóquio foram apresentados recentemente Getty Images

Enquanto o Rio se despede dos Jogos Olímpicos, Tóquio começar a dar as boas-vindas para o evento de 2020. Com o sucesso das primeiras Olimpíadas realizadas na América do Sul, os japoneses já têm a receita para o sucesso dos próximos Jogos. Ela se resume à autenticidade. A avaliação é de Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que não poupou elogios para a Rio 2016.

Rio apresentou os Jogos da realidade, diz presidente do COI

“Foram Jogos icônicos, únicos. Tudo foi verdadeiro, organizado no meio da realidade do Rio de Janeiro e não dentro de uma bolha. A cidade mostrou como o esporte pode vencer e a ajudar a encarar dificuldades. Fica a lição para Tóquio: Jogos realizados com sucesso precisam ser autênticos, não uma cópia de outra edição bem-sucedida. Precisam representar a cultura e a verdade de um país”, apontou Bach.

Isaquias, o grande

No âmbito esportivo, o esporte brasileiro poderá ver em Tóquio a concretização de seu maior atleta olímpico, quando Isaquias Queiroz terá a chance aos 26 anos de se tornar o maior medalhista do País. O baiano da canoagem de velocidade ganhou três medalhas no Rio (duas de prata e uma de bronze) e se repetir o feito no Japão deixará para trás dois ícones olímpicos do País como os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, que subiram cinco vezes ao pódio cada.

Ippon

Modalidade que mais deu medalhas para o Brasil, o judô não rendeu o esperado na Rio 2016, embora tenha faturado ouro com Rafaela Silva e bronzes com Mayra Aguiar e Rafael Silva. Até o Japão, berço do esporte, a seleção passará por uma grande renovação e alguns atletas podem mudar de categoria, como é o caso de Sarah Menezes. A campeão olímpica em Londres 2012 deve sair do peso-ligeiro (até 48kg) e subir para o meio-leve (até 52kg).

“Fizemos uma série de treinamentos neste ano olímpico com atletas de até 23 anos, já pensando em uma renovação e em identificar esses talentos. Trouxemos alguns deles para o Rio, como apoio, e para que eles pudessem vivenciar esse ambiente. É uma possibilidade de crescimento desses atletas que a gente acredita possam brigar por vaga no próximo ciclo”, disse Ney Wilson, coordenador técnico da seleção.

Radicais

Depois do recorde de medalhas alcançado em casa, 19 no total, o Brasil pode sonhar ainda mais alto para Tóquio. Cinco novos esportes foram confirmados pelo COI como parte do programa olímpico nos Jogos de 2020. Dentre eles, surfe e skate, duas modalidades nas quais o País possuiu campeões mundiais e atletas entre os mais bem ranqueados. Beisebol/Softbol, karatê e escalada serão outras novidades no Japão.

Programas de apoio

O Governo Federal indica que os programas de apoio aos atletas serão mantidos. Na Rio 2016, o Ministério da Defesa comemorou, e muito, os frutos do Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar), criado em 2008. Se a meta em casa era de 10 medalhas, os atletas das Forças Armadas foram além e garantiram 12 das 19 conquistas do Brasil. E para Tóquio 2020 a promessa do Governo é ampliar o número de esportistas beneficiados, tanto pelo Paar quanto pelo Bolsa Atleta.

Vivência Olímpica

De olho em Tóquio, 20 jovens atletas brasileiros com potencial para ir à próxima edição dos Jogos participaram no Rio de Janeiro do Projeto Vivência Olímpica. A rotina desses atletas incluiu o acompanhamento dos treinos e das competições de suas modalidades, visita à Vila Olímpica e ao Espaço Time Brasil, entre outras atividades.

“O COB já está trabalhando há alguns anos na preparação da geração que vai competir nos Jogos Olímpicos de 2020. Com essa ação de levar atletas para vivenciarem o ambiente olímpico, pretendemos quebrar a ansiedade natural que antecede uma competição como esta”, explicou Sebastian Pereira, gerente de Performance Esportiva do COB e líder do Projeto Vivência Olímpica Rio 2016.

“Poucos países no mundo fazem uma ação como essa, e nosso objetivo é que eles sintam o clima de uma estreia olímpica quatro anos antes dos Jogos de Tóquio, ainda sem a responsabilidade e pressão por resultados. Assim, eles terão mais vontade de ir aos Jogos, com mais conhecimento de tudo o que cerca uma participação no maior evento esportivo do mundo. Queremos que esses atletas entendam desde cedo o que é o mundo olímpico”, finalizou Sebastian.

Metade dos 16 atletas que participaram do Vivência Olímpica em Londres 2012 conquistaram vaga para os Jogos Rio 2016 e quatro deles saíram com medalha no peito: Thiago Braz (atletismo), Isaquias Queiroz (canoagem), Felipe Wu (tiro esportivo) e Martine Grael (vela).

Vista aérea de Tóquio. Capital do Japão será o palco da próxima edição dos Jogos Olímpicos
Vista aérea de Tóquio. Capital do Japão será o palco da próxima edição dos Jogos Olímpicos Atsushi Tomura / Getty Images

 

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