Vitória Gabriel Gracindo fala sobre o pai, ator Gracindo Junior: "É nele em quem me inspiro”

Gabriel Gracindo fala sobre o pai, ator Gracindo Junior: "É nele em quem me inspiro”

Ziggy de Vitória conta que sua profissão também tem altos e baixos

Gabriel Gracindo fala sobre o pai, ator Gracindo Junior: “É nele em quem me inspiro”

Gracindo vem de família de atores

Gracindo vem de família de atores

Jéssica Montes/R7

Diferente de muitos atores que entram na profissão sem qualquer referência familiar, outros herdam o talento de gerações. Assim aconteceu com Gabriel Grancindo, que dá vida ao Ziggy em Vitória, e mostra ter aprendido bem a lição de interpretar com excelência, em casa.  

O ator é neto de Paulo Gracindo e filho de Gracindo Junior. Inclusive, o pai fará parte da nova série política da Record, Plano Alto, prevista para agosto. Não há como contestar a extensa bagagem de experiência da dupla e o peso que o ator carrega para dar continuidade ao trabalho exemplar. Além disso, o irmão, Pedro Gracindo, também se dedica à dramaturgia. Como Gabriel mesmo conta, a escolha vem de berço.  

─ Sempre me questiono sobre a influência deles na minha decisão. A genética contribui, sim, e isso é comprovado em diversas áreas. É comum encontrarmos quatro gerações de sapateiros ou professores, histórias em que o pai transmite o amor pelo ofício. Cansei de acompanhar meu avô em espetáculos, desde a preparação no camarim ao retorno para casa. Ajudei muito a bater texto, cansei de ver toneladas de papel em cima da mesa e, quando me toquei, já fingia ser ator. É uma profissão encantadora!  

Mas como será que Gracindo enxerga a arte, uma vez que cresceu dentro dela? Para ele, trata-se de um meio corriqueiro.  

─ Acho que entendi o significado desta profissão antes mesmo de descobrir que as pessoas são diferentes. O público diz que nosso trabalho é exclusivo e, por isso, somos especiais. Vivo me perguntando o motivo deste adjetivo, se desempenhamos uma atividade como outra qualquer, apenas com mais visibilidade. Há tempos, o ator era um mendigo, que vivia de favores. Também temos altos e baixos, estudamos e ralamos. A partir do momento em que eu e meu irmão trilhamos este caminho, sabíamos o tamanho da responsabilidade, dificuldade e o que engloba.  

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É sempre bom ter alguém para auxiliar nos momentos de dúvida, ainda mais quando é possível contar com um “colaborador” capacitado. As críticas ajudam no aperfeiçoamento e disso Gabriel não tem dúvida, já que elas vêm de sua maior referência.  

─ Sempre troco ideias com meu pai, que é um cara bastante exigente. É nele em quem me inspiro e estamos falando de uma relação difícil. Nós, filhos, tentamos ser nossos pais melhorados. Enxergamos o que temos que repetir e mudar. Depois de 20 anos de profissão, não o vejo somente como pai, mas também colega de trabalho. Dou palpites e faço observações. Algumas vezes, meu pai assistiu à peças de teatro e me puxou pelo braço, dizendo que estava tudo errado. Explicava ponto por ponto o que eu deveria modificar e, ao mesmo tempo, as lágrimas transbordavam em seus olhos. Isso é maravilhoso.   

O ator conta, ainda, um momento marcante de sua carreira ao lado do pai, na minissérie Milagres de Jesus, exibida pela Record.  

─ Na verdade, nunca contracenei com ele. Porém, gravamos um episódio em que ele fazia o mesmo personagem que eu, mais velho. Foi impossível não se emocionar com o produto final.

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