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Meses de planejamento e R$10 mil em frutas: saiba tudo sobre o 1° dia de Dona Xepa em SP

Além de rodarem três cenas no CEAGESP, o elenco grava mais nove cenas na cidade

Para criar o cenário da novela, a produção levou cerca de 1h30 (Foto: Edu Moraes / Rede Record)

Uma equipe de produção que está junta há quatro anos, um trio de talentosas atrizes, 86 figurantes, três câmeras, inúmeros copos d’água, milhares de frutas e uma missão: gravar as primeiras sequências de Dona Xepa em São Paulo em uma quinta-feira (7) de manhã ensolarada. O local escolhido? O mercadão do CEAGESP, que, se já é conhecido pelo grande fluxo de pessoas e mercadorias, ficou ainda mais agitado com o corre-corre de produtores, maquiadores, figurantes, atores, câmeras e faxineiros.

Veja fotos dos bastidores do primeiro dia de gravação de Dona Xepa em SP

Programada para começar às 8h da manhã, a gravação precisou ser preparada muito antes disso. Uma hora e meia antes, precisamente. É, enquanto o sol brilhava discreto no céu paulistano, às 6h30, a equipe de produção já montava o cenário no CEAGESP a todo o vapor. E não é para menos. Afinal, R$10 mil foram gastos apenas com frutas, fora algumas caixas que foram emprestadas pelos próprios comerciantes do local. Já imaginou organizar essa enorme feira, além de toda a parafernália necessária para a gravação? Haja tempo, competência e disposição.

Não muito longe dali, um a um, os figurantes receberam os figurinos e foram divididos entre feirantes e compradores. Então, com o cenário montado, a produção colocou cada um deles em suas respectivas posições para, em seguida, passar instruções sobre as cenas.

Figurantes, câmeras , diretor no set e sol forte lá no alto. Tudo pronto? Nada. Sem as atrizes, não tem novela. Enquanto todo o “circo” era montado no Mercadão do CEAGESP, Ângela Leal (Dona Xepa), Bia Montez (Matilda) e Alessandra Loyola (Camila) eram preparadas com maquiagem e figurino. Por se tratarem de personagens trabalhadoras, que vivem da feira, o make delas é muito simples e, segundo Wagner Resende, coordenador de maquiagem, demora 30 minutos para ser feito. Isso sem contar o cabelo, que já veio pronto e propositalmente com o aspecto de mal tratado.

A partir de maio, você poderá ver o trabalho de Ângela Leal como Dona Xepa (Foto: Rodrigo Vinagre / R7)

Com todos posicionados, Ivan Zettel pede silêncio no set e dá início à gravação. A primeira sequência, repetida incontáveis vezes, é o encontro das rivais Dona Xepa e Matilda no CEAGESP, o mais popular atacadão de frutas e verduras da cidade.  Na companhia da ajudante Camila, Dona Xepa seleciona alguns produtos para sua barraca até que... Matilda, que vende frutas na mesma feira da rival, surge para começar a confusão. Assim, as duas se encaram e, no melhor estilo paulistano, soltam o sotaque “italianado” nesse encontro que só faltou sair faísca. Uma curiosidade: para viver Xepa, além do sotaque, Ângela Leal está treinando “falar errado”. O resultado é divertidíssimo! E não se engane com a rivalidade das duas na telinha, pois fora dela elas são superamigas e, entre um cigarro e outro, brincam nos bastidores. Bia Montez não esconde a admiração pela protagonista:

— Ela é um amor, né? Ângela Leal é uma figura maravilhosa, que fez muito pelo Teatro brasileiro. Uma pessoa amiga, gentil e muito bem humorada.

Mais simples, as outras duas sequências de cenas não levaram tanto tempo para serem finalizadas e vieram acompanhadas por uma leve garoa. A primeira é a saída de Dona Xepa e Matilda, que carregam a charmosa Kombi de Xepa com as frutas compradas. Já a segunda —e última — sequência do dia é feita por passagens rápidas de Ângela Leal (Dona Xepa) com diversos trajes diferentes.

Depois de um total de aproximadamente nove horas de gravação, montagem e desmontagem do cenário, a missão de rodar as primeiras cenas da novela em São Paulo foi cumprida. Ao todo, a equipe, que contou com cerca de 150 pessoas no CEAGESP, trabalhou 4 dias em São Paulo. Entre as demais locações estão: rua Oscar Freire, Av. Paulista, Estádio do Pacaembu, Viaduto do Chá e prédio da prefeitura. E, se o tempo de execução dessas sequências é menor que uma semana, o planejamento das gravações na cidade, segundo Maurício Quaresma, diretor de produção, durou cerca de 2 meses.

O resultado de todo esse trabalho chega em maio à tela da Record. E aí, vai perder?

Bia Montez e Ângela Leal assistem à primeira cena gravada em São Paulo (Foto: Rodrigo Vinagre / R7)

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