Câmera Record Câmera Record deste domingo (1º) mostra a produção do açaí na Amazônia

Câmera Record deste domingo (1º) mostra a produção do açaí na Amazônia

Programa revela a exploração que muitas pessoas enfrentam para poder levar o sustento para a família. É a partir da 23h15, na Record TV

A produção do açaí muitas vezes é marcado pelo trabalho degradante de adultos e crianças

A produção do açaí muitas vezes é marcado pelo trabalho degradante de adultos e crianças

Divulgação/Record TV

Câmera Record deste domingo (1°) mostra a riqueza e a exploração na produção do açaí na Amazônia. 

Da coleta das palmeiras à beira de rios e igarapés até a mesa de quem o consome, o açaí percorre um longo caminho. Muitas vezes, marcado pelo trabalho degradante de adultos e crianças.

Durante 13 dias, os repórteres Rogério Guimarães, Daniel Mota e Michel Mendes viajaram pela Amazônia paraense para mostrar que a fruta, que se popularizou no Brasil e no exterior, tornou-se o novo 'ouro negro' da floresta, gerando emprego e renda.

Por ano, o país ainda fatura, em média, mais de R$ 250 milhões com a exportação da fruta. Hoje, em qualquer cidade brasileira é possível encontrar um lugar onde se vende açaí. Mas essa riqueza esconde uma realidade de miséria, exploração e trabalho infantil.

A rotina dos apanhadores envolve escalar troncos várias vezes ao dia. São famílias inteiras agarradas em árvores. Um trabalho pesado, de muito suor e pouco dinheiro. Nem sempre existe comida na mesa.

Aos 54 anos, dona Lucinésia comanda uma família de 11 pessoas, mas o que ganham com o fruto não dá para comprar nada além de farinha e café. "Eu ainda não consegui o almoço hoje e já tenho que pensar no jantar, pelo menos para os meus netos", desabafa.

Esse ciclo de pobreza se repete entre os açaizeiros. Para aumentar a renda familiar, crianças e adolescentes ajudam a debulhar os frutos e colocar nos cestos. Por serem mais leves, ainda podem subir em árvores mais finas. Tudo sem equipamento de proteção. E pagam um preço alto: ficam fora da escola ou têm atraso na aprendizagem.

O menino L, de 15 anos, não sabe ler e só escreve o primeiro nome. Vive para o trabalho. "Só penso em pegar açaí", resume.

Nossa equipe também mostra a relação de trabalho desigual entre catadores, produtores e atravessadores.

Os atravessadores são os que mais lucram com a exploração dos ribeirinhos.

Especialistas e autoridades ficam impactados com a denúncia do Câmera Record.

Sob o comando de Marcos Hummel, o Câmera Record vai ao ar aos domingos, às 23h15, na Record TV. Não perca!

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