Câmera Record Câmera Record mostra as histórias por trás dos flagrantes de fúria registrados durante a pandemia

Câmera Record mostra as histórias por trás dos flagrantes de fúria registrados durante a pandemia

De confusão em padaria a barraco inusitado no Leblon, o programa deste domingo (13) relembra casos que chamaram a atenção nos últimos meses

Câmera Record deste domingo mostra flagrantes de fúria na pandemia

Câmera Record deste domingo mostra flagrantes de fúria na pandemia

Divulgação/Record

O Câmera Record deste domingo (13) mostra as histórias por trás dos flagrantes de fúria registrados durante a pandemia.

Ameaças, quebra-quebra, chutes. O que era pra ser apenas mais um dia de trabalho se tornou um trauma para a comerciante Pollyana Reis, de Campinas, interior de São Paulo. Dona de uma sorveteria, ela pediu para um cliente ajeitar a máscara, que protegia a boca, mas não o nariz. "A partir desse momento, ele acaba perdendo o controle", conta.

O cliente, Rodrigo Ferronato, exige ser atendido de qualquer jeito. Grita e chega a chutar uma cadeira da loja. O caso foi parar na polícia. Rodrigo alega que foi agredido por Pollyana. No Câmera Record, você vai ver as imagens do circuito de segurança da sorveteria e as gravações feitas por outros clientes que estavam na loja naquele dia. "Eu acho que a pandemia pode ter potencializado, de alguma forma, algum comportamento. É uma situação nova para todo mundo", opina Pollyana.

Uma pesquisa da Fiocruz, Unicamp e UFMG mostra que, durante a pandemia, 40% dos entrevistados se sentiram tristes ou deprimidos e 54%  ficaram ansiosos ou nervosos. "A gente não sabe o que vai acontecer. Tem o medo de perder o emprego, da doença, de perder pessoas, o próprio luto por outras pessoas também... a sensação de aprisionamento, de não saber como lidar com tudo isso", diz a psicóloga do Hospital Moriah Thais Della Tonia. Estes sentimentos podem resultar em algumas reações explosivas. "A gente tá muito sensível, então, em vez da gente conseguir ficar mais resiliente com o outro, a gente na verdade fica menos tolerante", explica Thais.

Uma confusão que virou notícia em todo país parece ilustrar bem esta situação. No bairro badalado do Leblon, no Rio de Janeiro, um carro conversível com um grupo de amigos se divertindo em trajes de banho provocou a fúria da arquiteta Aline Araújo. Ela jogou uma garrafa de plástico nos passageiros, o suficiente para deflagrar a briga. O Câmera Record foi em busca dos personagens deste barraco inusitado. "Em nenhum momento a gente estava ofendendo ela. Em nenhum momento a gente estava prejudicando ela ou a família dela ou qualquer das pessoas que tavam ali", afirma Priscilla Dornelles, que estava dentro do carro.

Alguns destes momentos de ânimos exaltados também chamaram a atenção por envolver não apenas raiva, mas muitas ofensas de tom preconceituoso. Em uma padaria de São Paulo, Lidiane Biezok, 45 anos, foi presa em flagrante depois de insultar e agredir funcionários e clientes. Foi acusada de racismo e homofobia. Lidiane chegou a afirmar que o comportamento era resultado de transtornos mentais. "Os preconceitos que estão enraizados na nossa sociedade aparecem agora com mais frequência, graças a este recurso que é o telefone com filmadora. Você consegue mostrar para a sociedade que está acontecendo", diz o historiador e antropólogo Alexandre de Almeida.

O Câmera Record deste domingo (13) vai ao ar logo depois de A Fazenda.

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