Câmera Record mostra pessoas que fazem mudanças radicais e transformam a aparência

Adolescente guarda dinheiro para fazer transformações e ficar parecido com o boneco Ken. É na reportagem deste domingo (9), às 23h15!

Felipe Adam sonha em fazer transformações para ficar parecido com o boneco Ken

Felipe Adam sonha em fazer transformações para ficar parecido com o boneco Ken

Reprodução/Record TV

O Câmera Record deste domingo (9) mostra pessoas que fizeram transformações radicais no corpo inteiro e mudaram a aparência. Felipe Adam,17 anos, guarda todo dinheiro que consegue para concretizar um sonho: se transformar no boneco Ken. Isso mesmo. Aquele que faz par com a Barbie. De família humilde, ele mora no litoral de São Paulo. Estuda e faz pequenos trabalhos na praia. Assim que atingir a maioridade, planeja fazer uma série de cirurgias plásticas para ficar com o visual do brinquedo.

A ideia já foi reproduzida por outros sósias do boneco, que passaram a adotar o apelido de "Ken Humano". Enquanto não realiza o sonho, Felipe se transforma em Ken com a ajuda de maquiagem pesada - um processo que leva cerca de 4 horas. "Eu vi o rosto do boneco, juntei o meu rosto na minha foto e eu calculei mais ou menos o que dava pra fazer. Pesquisei muitos vídeos de como desenhar traços diferentes", conta.

Bárbara Jankavisk, 25 anos, já realizou um sonho bem semelhante: fez 15 cirurgias plásticas para ficar parecida com a famosa parceira do Ken. Mas o que provocou a vontade de mudar todo o corpo tão jovem? Bárbara lembra bem: foi aos 16 anos, em uma conversa pela internet. "Me chamaram de 'loirinha gordinha'. Comecei a fazer dieta e ter distúrbios alimentares. Fui e falei: eu não gosto do meu corpo eu preciso mudar tudo aqui", relembra.

A motivação para transformações radicais pode ter muitas influências. "Algumas pessoas idealizam essas celebridades. Nenhuma cirurgia é isenta de riscos. Em algum momento, algum desses riscos vai se tornando realidade", afirma Leandro Faustino, cirurgião plástico. A psicóloga Simone Domingues também aponta outro fator estimulante. "Isso é muito reforçado nas mídias sociais. As pessoas buscam um padrão que, para elas, é um padrão a ser atingido", afirma.

Conhecido como Bboy, Marcelo tem 98% do corpo tatuado

Conhecido como Bboy, Marcelo tem 98% do corpo tatuado

Reprodução/Record TVc

O padrão ideal é bem diferente para Marcelo de Souza Ribeiro, 37 anos, conhecido como Bboy. Ele transformou o corpo em uma tela para as mais de mil tatuagens que já fez. Com 98% do corpo coberto por desenhos, BBoy é considerado o segundo homem mais tatuado do país, de acordo com a Associação dos Tatuadores e Perfuradores do Brasil. "Muitas pessoas perguntam para mim assim: 'você não tem medo de, quando você ficar mais velho, você se arrepender disso?' Jamais vou arrepender de nada", diz.

Para o psicólogo Jacob Goldberg, muitas dessas transformações são formas de preencher 'vazios'. "A questão toda é de limite e de distinguir entre uma satisfação razoável e aquilo que é compulsivo, aquilo que o indivíduo não consegue controlar", explica.

O Câmera Record é apresentado por Sérgio Aguiar e vai ao ar aos domingos, às 23h15, na Record TV!