Câmera Record Câmera Record percorre as cidades mais violentas do Brasil

Câmera Record percorre as cidades mais violentas do Brasil

Neste domingo (12), a equipe do programa conversa com pessoas que estão em meio ao fogo cruzado e revela quem mata e quem morre nessa guerra urbana

Câmera Record percorre as cidades mais violentas do país para ouvir pessoas que estão em meio ao fogo cruzado

Câmera Record percorre as cidades mais violentas do país para ouvir pessoas que estão em meio ao fogo cruzado

Divulgação/RecordTV

Neste domingo (12), o Câmera Record percorre as cidades mais violentas do país para ouvir pessoas que estão em meio ao fogo cruzado e, ainda revela quem mata e quem morre nessa guerra urbana.

A violência explodiu no país, de acordo com o último levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Principalmente, nas cidades do Nordeste e nas regiões Metropolitanas. Diferentemente da pesquisa anterior, que colocava as capitais nas primeiras colocações.

As razões para o crescimento da violência no ano de 2020, de acordo com os dados atuais, são os confrontos entre facções pelo domínio de territórios para venda de drogas, abuso, assassinato de mulheres e mortes em operações policiais.

Durante 15 dias, os repórteres Marcus Reis, Gisele Barbieri e Leonardo Medeiros percorreram os municípios considerados, pela pesquisa, os mais perigosos, para registrar histórias de quem vive sob o fogo cruzado e já perdeu parentes nessa guerra urbana. A edição é de Mariana Ferrari.

Caucaia- CE

Considerada a cidade mais violenta do país

Caucaia tem pouco mais de 360 mil habitantes e viu a violência aumentar assustadoramente em 2020, de acordo com o último levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Para se ter uma ideia, no ano passado, 360 pessoas foram assassinadas no município, que fica na região Metropolitana de Fortaleza — quase uma por dia. Média de mais de 98 mortes para cada 100 mil habitantes, um índice bem superior ao nacional, de 23 mortes.

Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro estão abaixo da taxa brasileira. Esses dados alarmantes traduzem as consequências de uma guerra sangrenta entre facções pelo domínio de bairros para venda de drogas. Mesmo quem não tem nada a ver com as quadrilhas, paga um preço alto.

Um vídeo obtido com exclusividade pelo Câmera Record mostra 50 famílias sendo expulsas de casa por ordem de bandidos. Tiveram que sair às pressas num comboio de caminhões.

Uma moradora, que não quis se identificar, recebeu o recado pra deixar tudo para trás, por telefone. "Se eu não saísse da minha própria casa ele iria me matar".

Nossos repórteres entraram no bairro 'fantasma' e vão mostrar no programa como os criminosos loteiam territórios.

Nossa Senhora do Socorro - SE

O estado e a cidade onde têm mais ocorrências de feminicídios e abuso de mulheres.

No ano passado, das mais de 50 mil mortes violentas no Brasil, 1.350 eram feminicídios. Na maioria das vezes, quem mata são os parceiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em Sergipe, as tentativas de feminicídio subiram 246%, em relação ao levantamento anterior. Perto da capital Aracaju, fica Nossa Senhora do Socorro, de quase 190 mil habitantes, lá, registrou-se uma taxa de 68 mortes de mulheres para cada 100 mil habitantes.

Valdicleide sofreu 25 anos de agressões no casamento. "Ele me dava empurrões, me batia e sempre falava que ia me matar. Já saiu correndo atrás de mim com uma faca", conta. A mulher só escapou da violência porque o marido morreu de Covid, recentemente.

Nossa equipe também registrou o trabalho da patrulha Maria da Penha, formada por guardas municipais. Sete mulheres são assistidas pelo projeto. As histórias que você vai ver no programa são muito impactantes.

Feira de Santana e Salvador - BA

Municípios com mais mortes envolvendo operações policiais.

O Câmera Record teve autorização para acompanhar uma operação do Grupo de Operações Especiais em Salvador. Foram muitas horas de perseguição, ora por estradas de terra, ora pelo asfalto, a 30 bandidos, que se embrenharam na mata.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, mais de 1.100 vítimas perderam a vida em intervenções políciais no estado.

Em uma comunidade da capital, duas pessoas da mesma família morreram durante operações da polícia num intervalo de sete meses. "Eles chegaram atirando, eles mataram meu filho de sete anos, meu filho único", afirma a mãe, que não quis se identificar. A Corregedoria abriu um inquérito para apurar o caso.

A tia da criança também perdeu a vida em uma ação policial, a poucas ruas de distância. Viviane, de 33 anos, conversava com a vizinha quando as duas foram baleadas. Um vídeo mostra exatamente o momento em que os policiais colocam os corpos dentro da viatura. Elas morreram a caminho do hospital.

Você não pode perder o especial Cidades Violentas. É no Câmera Record deste domingo (12), às 23h15, logo depois do Domingo Espetacular.

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