Conselho Tutelar Paulo Vilella dá vida a conselheiro tutelar: “César não tem paciência para burocracia e protocolo”

Paulo Vilella dá vida a conselheiro tutelar: “César não tem paciência para burocracia e protocolo”

Ator revela que personagem sofreu abuso quando criança

Paulo Vilella dá vida a conselheiro tutelar: “César não tem paciência para burocracia e protocolo”

Paulo Vilella interpreta conselheiro novato no Conselho Tutelar

Paulo Vilella interpreta conselheiro novato no Conselho Tutelar

Divulgação/Record

Paulo Vilella aparece na nova série da Record, Conselho Tutelar, como um dos protagonistas ao lado de Roberto Bomtempo, com quem formou uma dupla e tanto. Apesar de abordar temas pesados, como a violência contra crianças e adolescentes, o texto da obra é leve, com a medida certa de drama e humor.

Em entrevista ao R7, o ator comparou seu personagem, César, com qualquer indivíduo “normal” da sociedade, que não fecharia os olhos para os problemas do próximo.

─ César é um barato. Às vezes, quando nos deparamos com uma criança sendo maltratada não sentimos raiva? Ele é assim. Impulsivo e novo no Conselho Tutelar, com 27 anos, não tem paciência para burocracia e protocolo. É um personagem que não tem medo de enfrentar juiz e promotores, um cara que quer resolver os casos de imediato.

Enquanto César parece ser hiperativo e inexperiente, na verdade, guarda um segredo do passado que aumenta sua revolta ao se deparar com casos de maus tratos conta a criança. Paulo Vilella falou um pouco sobre o trauma, durante a entrevista coletiva da minissérie.

─ Meu personagem sofreu abuso quando mais novo. Por isso, não quer que nenhuma outra criança passe pela mesma situação e busca justiça de forma rápida. Sereno, conselheiro mais velho interpretado por Roberto Bomtempo, tenta mostrar ao César que existem meios legais para resolver os casos.

Para o ator, a maior dificuldade foi interpretar um personagem que representa, de fato, os conselheiros tutelares da vida real.

─ Foi bastante difícil dar vida ao César, principalmente porque todas as histórias são baseadas na realidade. Eu moro em São Paulo e estava no Rio gravando. É muito louco pensar que, na maioria das vezes, a violência acontece dentro de casa. A série é forte e emocionante, não sei como podem existir situações como essas.

Paulo Vivella confessou, ainda, que não tinha noção do que é o Conselho Tutelar.. Ele conta o que ficou de lição após o trabalho.

─ Eu não conhecia, nem sabia como denunciar. É só discar o número 100! Simples e p anonimato pode ser mantido. No fim, me dei conta de que precisamos cuidar das nossas crianças e percebi que a série pode ajuda-las. Estamos dando voz às vítimas e tomara que Conselho Tutelar tenha vida longa.