Domingo Espetacular Conversas entre envolvidos na morte de Marcelo do Lago contêm provas contra ambos

Conversas entre envolvidos na morte de Marcelo do Lago contêm provas contra ambos

Roberto Cabrini teve acesso a revelações exclusivas sobre as investigações do crime que chocou o país

Ronaldo Gomes Bertolini e Maryana Munhoz devem ter prisão preventiva decretada

Ronaldo Gomes Bertolini e Maryana Munhoz devem ter prisão preventiva decretada

Reprodução/Record TV

O Domingo Espetacular apresentou revelações exclusivas sobre as investigações da morte de Marcelo do Lago Limeira. O crime chocou o país por ter como principal suspeita a cantora transexual Maryanna Munhoz, melhor amiga da vítima, que tentou assumir a identidade do homem para se apossar de seus bens.

No dia 18 de maio de 2021, Marcelo havia passado por um procedimento cirúrgico e foi acompanhado por Maryanna. A cantora levou o amigo para casa no dia em que ele recebeu alta. A investigação aponta que ela o matou dando ''Boa noite, Cinderela'', uma mistura de remédios no shake proteico. 

A artista conta que, no dia seguinte, retornou ao local e viu o amigo no chão, tentou acordá-lo, mas ele não respondia. Foi assim que decidiu ligar para Ronaldo Gomes Bertolini, seu cúmplice, que não participou da execução, mas esteve presente em todo o planejamento e suas consequências.

Os amigos resolveram colocar o corpo da vítima na geladeira de sua casa, para depois definirem o que fazer. A solução foi o aluguel de uma chácara, onde planejavam queimar Marcelo, mas não conseguiram.

Depois de desfigurar o rosto da vítima, Maryanna e Ronaldo pegaram a estrada, pararam em um acostamento e jogaram o corpo em um barranco. Então, a cantora assumiu o lugar da vítima para desviar o foco das investigações e, durante mais de dez meses, eles viveram plenamente com o dinheiro de Marcelo, fazendo compras, festas e pagamentos.

Maryanna nega que tenha matado o melhor amigo, mas em um de seus depoimentos, Ronaldo afirma que a cantora havia confidenciado que entrou em luta corporal com Marcelo e o esganou até que ele parasse de respirar.

O delegado Cristiano Sacrini conta que teve acesso a conversas dos dois, onde encontrou provas contra ambos. Nas mensagens, eles falam sobre a concretização do crime mais de trinta dias antes do assassinato, se referindo ao crime como uma faxina.

Dois dias depois que Maryanna foi presa, Ronaldo se entregou à polícia. ''Já na prisão, eu fiquei chocado com o comportamento de Maryanna. Em momento algum, ela demonstrou arrependimento'', relatou.

A prisão dos suspeitos, que era temporária, deve virar preventiva até o eventual julgamento. Maryanna e Ronaldo foram indiciados por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, além dos crimes patrimoniais. 

Veja a entrevista na íntegra:

Acompanhe o Domingo Espetacular aos finais de semana, a partir das 19h45, na tela da Record TV.

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