Jornal da Record Dilma soube dois anos depois detalhes da compra de refinaria com suspeita de superfaturamento

Dilma soube dois anos depois detalhes da compra de refinaria com suspeita de superfaturamento

Governo afirma que não teria aprovado o negócio se soubesse das cláusulas do contrato

A compra de uma refinaria de petróleo em Pasadena, Texas (EUA) pela Petrobras, em 2006, gerou suspeitas e polêmica sobre sua transação. O caso ganhou repercussão por conta da presidente Dilma Rousseff, que liderava o Conselho de Administração da empresa estatal na época da negociação.

Entretanto, um documento comprova que a compra da refinaria americana só chegou ao conhecimento do conselho da estatal e da presidente dois anos depois do fechamento do negócio.

A Petrobras pagou US$ 360 milhões em 2006 pela refinaria e, em 2012, foi obrigada por decisão judicial a adquirir a outra metade por US$ 820,5 milhões. No total, US$ 1,18 bilhão saíram dos cofres da empresa na transação. Um ano antes, a proprietária anterior, a belga Astra Oil, pagou US$ 42,5 milhões pela refinaria de Pasadena.

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Segundo mostra a ata de reunião do conselho da Petrobrás, de junho de 2008, o Conselho de Administração da petroleira estatal só tomou conhecimento de todo o contrato dois anos depois. Segundo o documento, foram omitidos detalhes polêmicos da compra, como a cláusula que garantia lucro anual de 6,9% à sócia da Petrobrás e também o item conhecido como “Put Option”, que obrigava uma das partes a comprar a outra em caso de divergência entre os sócios.

Na época, Dilma Rousseff participou da reunião como presidente do conselho da Petrobrás e ministra da Casa Civil. Em nota, o governo alega que, se essas duas cláusulas tivessem sido apresentadas ao conselho em 2006, a decisão pela compra da refinaria americana não teria acontecido.

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