Repórter Record Investigação Repórter Record Investigação exibe o documentário Crimes de Fome

Repórter Record Investigação exibe o documentário Crimes de Fome

A equipe da Record TV acompanhou o drama de famílias que lutam para se sustentar; veja nesta quinta (24), às 22h30

Equipe conta as histórias daqueles que respondem na Justiça pelos crimes de fome

Equipe conta as histórias daqueles que respondem na Justiça pelos crimes de fome

Divulgação/RecordTV

Nesta quinta (24), Repórter Record Investigação revela as histórias de quem responde na Justiça por furtos famélicos.  Você com certeza já ouviu falar em crime famélico: é o furto para saciar uma necessidade básica e urgente, como levar um alimento do supermercado para não morrer de desnutrição.

Nos últimos anos, com o aumento da pobreza e a falta de emprego, milhares de brasileiros foram encarcerados por esse delito que a maioria das autoridades considera insignificante, em que caberia pena alternativa, não a prisão.

No programa desta quinta-feira (24), os jornalistas Marcus Reis, Flávia Prado, Aldrich Kanashiro e Leonardo Medeiros contam as histórias daqueles que respondem na Justiça pelos crimes de fome.

Imagine não ter um real no bolso para comprar comida ou remédio para os filhos pequenos. Bate um sentimento de impotência, de desespero. Dói ver alguém que depende de você à beira da fome e sem saúde. Mariele se viu nessa condição e cometeu um crime. "Roubei dois pedaços de carne no supermercado. Estava tudo na minha bolsa", confirma.

Presa em flagrante, cumpriu três meses de reclusão. "Fiquei junto com traficante, pessoa que matou filho, mãe que ajudou o padrasto a matar filho. Acaba com a sua vida, mas uma mãe não se arrepende do que faz pelo filho, de jeito nenhum", enfatiza Mariele.

Fabiana também não se arrepende do que fez para cuidar do filho. A diarista viveu dias de horror na cadeia porque furtou um bem essencial a todos nós: a água.

Ao voltar de uma viagem, em julho do ano passado, percebeu que o fornecimento de água tinha sido cortado por falta de pagamento. As torneiras secas e um filho sujo e faminto a convenceram a fazer uma ligação clandestina, o chamado 'gato'. Um funcionário da companhia de saneamento foi até a casa dela junto com a polícia. Fabiana perdeu a paciência com os policiais e acabou detida. Da delegacia para penitenciária, tudo piorou. "Fiquei solitária, sofrendo, sem família, não sabia como estavam meus filhos. Revezava para dormir na cela com outras 14, 15 mulheres", conta Fabiana.

Depois de quase três meses presa, Fabiana quer arrumar um emprego. "Se Deus quiser, vou conseguir".

Já Janaina vem perdendo a esperança de encontrar trabalho, principalmente, após ter saído da prisão. A ex-agente de saúde cumpriu dois meses por uma acusação inusitada: furtar um porco. Ela nega o crime, o então marido dela teria levado o animal sozinho. Mas o fato é que no dia seguinte ao furto a polícia foi até a casa dela e a prendeu.

Um porco que seria vendido por R$100 reais a colocou no presídio. Para as outras detentas, era uma história inacreditável. "Elas davam risada de mim, não estavam acreditando que eu estava presa por roubar um porco", relembra Janaina.

Você vai saber também a opinião de especialistas, juristas e autoridades sobre os crimes famélicos. "Se o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, que são os tribunais superiores, entendem determinadas situações de um jeito, que não há razão para prisão, não há razão lógica para o que os tribunais ordinários, os tribunais de Justiça, os tribunais regionais, federais ou juízes em primeira instância decidirem de forma contrária", afirma categoricamente Sebastião Reis Júnior, Ministro do STJ.

Não perca! Crimes de Fome - mais um documentário exclusivo do Repórter Record Investigação. Nesta quinta (24), a partir das 22h30.

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