Cracolândia

Repórter Record Investigação Repórter Record Investigação mostra a saga de famílias em busca de parentes na Cracolândia 

Repórter Record Investigação mostra a saga de famílias em busca de parentes na Cracolândia 

Programa desta quinta (13) reúne histórias dramáticas, que também demonstram amor e resiliência na capital paulista

Marilena viaja três horas quase 
todos os dias até a região da Cracolândia

para encontrar o marido, usuário de crack

Marilena viaja três horas quase todos os dias até a região da Cracolândia para encontrar o marido, usuário de crack

Reprodução/Record TV

Nesta quinta-feira (13), o Repórter Record Investigação exibe uma reportagem especial sobre a Cracolândia. Durante dois meses, o programa acompanhou famílias que procuram por parentes em uma área dominada pelo crime organizado e com o maior consumo de crack do país, localizada no centro da capital paulista. São histórias dramáticas, mas acima de tudo de amor e resiliência.

Marilena enfrenta quase que diariamente três horas de viagem até a região, para tentar encontrar o marido, usuário de crack. Mesmo doente, com dificuldades para andar, ela não se importa. O mais importante para ela é estar perto, de novo, do amor da vida dela. "Estou à procura dele desde quando ele sumiu, estou disposta a ajudá-lo. Fico na Cracolândia todos os dias, até oito, nove da noite. Eu não consigo mais viver sem ele", desabafa.

Uma senhora, cuja identidade foi preservada, é outra frequentadora da Cracolândia. Há oito anos, todas as manhãs, ela visita a filha. Leva comida e remédios antirretrovirais para a jovem, que devem ser tomados diariamente. "Ela acabou se contaminando com Aids", revela a mãe. A jovem estudou em um prestigiado colégio paulistano. Mas o dinheiro e os estudos não a salvaram do vício.

Movido pela angústia de não ter notícias do filho, o paraguaio Juan veio ao Brasil só com o dinheiro da passagem para iniciar a procura pelo jovem. Ele concentrou as buscas no centro de São Paulo, e descobriu o paradeiro dele. Um desfecho triste para família. "Chegaram para mim mensagens muito fortes, de que meu filho estava drogado, que ele estava urinando nas calças, que estava convulsionando. Quando eu cheguei na Cracolândia, eu vi como as pessoas vivem. Estou intimidado", relata Juan.

Para Judite, segunda-feira é o dia mais esperado da semana. É dia de cumprir o que ela considera missão de mãe: levar roupa, comida e, sobretudo, afeto ao filho de 33 anos, morador da Cracolândia. E ela não quer que o caçula siga o mesmo caminho do mais velho. "Não durmo, choro. Vou comer, lembro dele; está chovendo, lembro dele, tudo isso. Não é fácil. Não quero perder mais um filho", pondera Judite.

O Repórter Record Investigação vai ao ar toda quinta-feira, às 22h30. A apresentação é de Luiz Fara Monteiro.

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