Rio 2016 Rio 2016 mostra organização do Brasil em meio ao caos

Rio 2016 mostra organização do Brasil em meio ao caos

Zika vírus, ataque terrorista e superbactéria não foram problemas nos Jogos Olímpicos

  • Rio 2016 | André Avelar e Dado Abreu, do R7, no Rio

Encerramento da Rio 2016 foi a chave de ouro para organização ao estilo "à la Brasil"

Encerramento da Rio 2016 foi a chave de ouro para organização ao estilo "à la Brasil"

Fabrício Bensch/Reuters

Do mesmo modo que teve Copa, tiveram Jogos Olímpicos. Nenhum atleta contraiu zika vírus, nenhum ataque terrorista contra jornalistas foi registrado e nenhuma superbactéria saiu da Baía de Guanabara para atacar o público. A Rio 2016 nem por isso deixou de apresentar problemas, mas mostrou a capacidade do brasileiro de se organizar em meio ao caos.

O próprio presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, reconheceu que a organização da Rio 2016 poderia ter deixado um legado maior aos brasileiros. O “padrão COI”, é verdade, não foi tão exigente quanto o padrão Fifa, mas talvez isso tenha sido ruim para o legado e a organização por paixão sobressaiu.

“Teremos sempre alguns desafios de último minuto. Mas, como vimos nos últimos meses sobre como os brasileiros lidam com essas questões, temos mais confiança do que nunca. Teremos jogos ‘à la Brasil'”, disse.

Relembre como foi a Cerimônia de Encerramento

Os temores de antes eram muitos e até ameaçaram a participação de importantes nomes nos Jogos Olímpicos. Aos poucos, a maioria deles foi se convencendo de que o mosquito transmissor da zika não era um problema restrito ao Rio. Os principais órgãos de saúde entraram em ação para explicar que cuidados simples deveriam ser tomados e todos poderiam aproveitar ao máximo a competição.

As ações terroristas também estavam na mira das agências de inteligência. Os ataques sobretudo do Estados Islâmico causavam temor mesmo em um país que não tem o histórico da covardia em nome do fanatismo. A Rio 2016 esteve bastante militarizada e a estranha sensação de segurança debaixo de armas de guerra foi difícil de aceitar.

Ninguém nega, no entanto, que os avanços no lado ambiental foram pífios. O sonho do carioca de ver a Baía de Guanabara despoluída se perdeu com a empolgação pela realização de um grande evento. Mesmo assim, a esperada superbactéria não apareceu para engolir o público presente. Até mesmo os velejadores caíram sem medo na água para comemorar suas medalhas.

"O Rio fez história e mostrou sua capacidade de organizar o maior evento do mundo", resumiu Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador da Rio 2016. "Fazer os Jogos no Rio foi um desafio, um desafio de sucesso."

Depois da Copa 2014 e da Rio 2016, o Brasil se despede da organização de grandes eventos. Mais uma vez, a capacidade de organização em meio ao caos foi o grande legado para o mundo.

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