Novidades Ailin Aleixo fala sobre nível de exigência dos jurados do Top Chef Brasil

Ailin Aleixo fala sobre nível de exigência dos jurados do Top Chef Brasil

A segunda temporada do reality gastronômico estreia nesta quarta (15), a partir das 22h30, na Record TV

  • Novidades | Do R7

Ailin Aleixo é uma das juradas da segunda temporada do reality gastronômico

Ailin Aleixo é uma das juradas da segunda temporada do reality gastronômico

Antonio Chahestian/Record TV

Ailin Aleixo é uma das juradas na segunda temporada do Top Chef Brasil, que estreia nesta quarta (15), a partir das 22h30, na Record TV.

Jornalista e crítica gastronômica, Ailin já trabalhou em publicações como VIP, Viagem e Turismo e Época. No rádio, apresentou boletins sobre gastronomia na CBN e AlphaFM. Em 2009, criou o Gastrolândia, um dos principais sites sobre o assunto do País, e, em 2016, deu início ao canal do YouTube Por Trás DaKg, que procura desvendar os bastidores do cultivo de alimentos. Por fim, em 2020, lançou o podcast #VaiSeFood.

O que o público pode esperar da segunda temporada do Top Chef Brasil?

A segunda temporada está ficando sensacional! Competidores fortíssimos, cheios de talento e prontos para atender as exigências cada vez mais fortes da competição. Provas criativas, desafiadoras e que requerem o máximo de controle emocional: afinal, sem isso, não se vai longe no Top Chef. Como começamos a gravar antes de pandemia, a sensação é que demos uma pausa no ápice da tensão: foi como se tudo tivesse ficado congelado. A retomada fará o programa ainda mais especial e excitante.

Qual será o seu nível de exigência nas provas e nos desafios propostos?

Não seria Top Chef se a exigência não aumentasse temporada após temporada. Nível de exigência e excelência máximos, sempre.

O que um competidor jamais pode fazer em uma cozinha do Top Chef?

Não ter respeito pelo alimento. Ser arrogante. Irritar-se com as críticas dos jurados em vez de ouvi-las e melhorar com elas. Ficar na zona de conforto.

Os participantes já conhecem a dinâmica do reality show. O que fazer para tirá-los da zona de conforto e surpreendê-los?

Conhecem a dinâmica, porém não as provas: eis o X da questão! A segunda temporada trará provas incríveis, complexas, emotivas, desafiadoras, cansativas. Isso sem falar nos convidados altamente exigentes. Não vai ser nem um pouco fácil levar o prêmio de 300 mil reais para casa, não.

Quais as diferenças pontuais entre os competidores da segunda temporada e da primeira temporada?

Os competidores da segunda temporada estão mais preparados técnica e emocionalmente. Mais focados. Usaram a primeira temporada como escola: e fizeram isso muito bem.

A estreia do Top Chef será na mesma semana do MasterChef. Como você avalia a concorrência? Há público para dois realities de gastronomia?

Comida é um tema cada vez mais popular no entretenimento mundial. O número de documentários, realities, canais de YouTube, podcasts e perfis das redes sociais sobre o assunto só aumenta, o que mostra que o interesse continua crescente. Há público para todos os formatos.

Ao longo das gravações, você também ficará confinada para, em contato com o exterior, evitar o contágio do coronavírus? Que cuidados você tomará para não pegar coronavírus? Você ficará próxima aos participantes todas as vezes em que estiverem juntos no estúdio? 

Eu não deixarei o confinamento até que o vírus for contido no Brasil ou uma vacina for descoberta. Irei de casa para o estúdio e do estúdio para casa, sempre usando máscara no caminho. Não sairei para restaurantes, shopping, passeios na rua ou em parques. Desta forma, protejo a minha saúde e a saúde de todos a minha volta. Os protocolos sanitários para a segunda fase das gravações serão bem severos, o que isso inclui repensar o formato das provas para que todos fiquem seguros.

Além do Top Chef, quais projetos que desenvolvia tiveram de ser interrompidos por conta da pandemia?

Faço curadoria de eventos gastronômicos, dou palestras, produzo conteúdo em vídeo sobre os bastidores da produção de alimentos e desenvolvo projetos ligados a turismo gastronômico. Tudo teve que parar.

O que fez ao longo desses mais de cem dias de isolamento social?

Limpei a casa como nunca antes, cozinhei, li muito, apertei e beijei meus gatos, surtei com a situação um bocado de vezes, assisti diversas séries boas, gravei meus podcasts (à distância, claro), fiz personal trainer via vídeo três vezes por semana, cuidei da horta que fiz no prédio onde moro.

Você atua em uma área bastante sensível da economia em tempos de pandemia que é a da gastronomia. Você acha que haverá uma diminuição de clientes, que, em um primeiro momento, estarão receosos de sair para comer fora? E mais: o quanto a crise econômica (milhares perderam o emprego, por exemplo) vai prejudicar o setor por um certo período?

Não há dúvida alguma que o setor da restauração passará por um período bem complicado, especialmente no Brasil, país com tanta desigualdade social. Milhões de pessoas perderam empregos e fontes de renda, o que gera impacto imediato no volume de dinheiro gasto em serviços não-essenciais, caso da alimentação fora do lar. Quem continua empregado, está muito mais preocupado em poupar por não saber o que será da economia nos próximos anos. Sendo assim, os restaurantes que conseguiram se manter firmes até agora — segundo a Abrasel, mais de 40% dos restaurantes fecharão até o final do ano — podem se preparar para uma clientela menor, assim como o gasto per capita mais baixo.

O que você acha deste boom de receitas que foram criadas ou realizadas durante o isolamento social pelo público na internet? Muitos anônimos e famosos se aventuraram na cozinha durante o confinamento. Podem surgir bons talentos nessa hora?

O isolamento social forneceu algo que muita gente alegava não ter e usava como desculpa para evitar a cozinha: tempo. Quem é privilegiado — me enquadro nessa categoria — e pode ficar em casa, seguro, aproveitou esse tempo para abrir livros de receita que ficavam pegando poeira na estante, acessar os sites favoritos e botar a mão na massa. Parece que metade do mundo começou a fazer pão! Em momentos desafiadores, mais do que descobrir talentos, o importante é nos conectarmos com o essencial da vida — e alimento é essencial. Todos nós deveríamos saber cozinhar (pelo menos o básico) da mesma maneira que todos deveríamos saber ler e escrever.

Você também chegou a se aventurar na cozinha e a fazer receitas durante o isolamento?

Cozinhei muito nesse isolamento. Muito, mesmo! Não apenas para usar produtivamente o tempo em casa, mas também para fazer receitas que, sabe-se lá a razão, sempre quis fazer e nunca fiz. Fiz pelo menos umas dez receitas de um livro excelente de comida vegana e descobri que amo pesto de castanha de caju e coentro. Cozinhei e sigo cozinhando especialmente para cuidar da minha saúde física e mental: como todos sabemos, mas esquecemos frequentemente, comida é nosso combustível! E dá, na boa, para aliar prazer de comer a uma dieta saudável, rica, colorida.

A segunda temporada do Top Chef Brasil estreia nesta quarta (15), a partir das 22h30, na tela da Record TV.

Últimas