Novidades "Coloco minhas loucuras", diz Camila Rodrigues sobre Sophia

"Coloco minhas loucuras", diz Camila Rodrigues sobre Sophia

Atriz assumiu ter forte identificação com a nova personagem e ainda comentou os dilemas da mulher moderna mostrados em Topíssima

  • Novidades | Bruna Oliveira, do site oficial

Camila Rodrigues caracterizada como Sophia

Camila Rodrigues caracterizada como Sophia

Blad Meneghel

Independente, moderna, elegante e rica - muito rica! Esta é a empresária de sucesso Sophia L. Alencar, a personagem de Camila Rodrigues em Topíssima.  A atriz conversou com o site oficial sobre o trabalho e revelou que a empolgação se deve, principalmente, à identificação que teve com a personagem - menos na parte financeira, reforça ela, em tom de brincadeira, durante a entrevista.

"Com toda certeza, estou mais feliz. Acho que sou muito parecida com ela. Não fico pensando como vou fazer. Simplesmente faço. Nunca tive uma personagem tão próxima a mim. Então, posso colocar minhas loucuras e o diretor [Rudi Lagemann] vai comigo. Eu tenho uns escândalos, faço a mimada. Posso fazer o que eu quiser e isso é muito bom".

Cheia de nuances, Sophia é, sobretudo, empoderada e luta pelo o que quer - custe o que custar. Mergulhada nos dilemas da mulher moderna, ela, que só pensa nas conquistas profissionais dentro da Universidade Alencar, acaba sendo surpreendida por um amor inesperado por Antônio (Felipe Cunha), um homem simples que trabalha como taxista e mora no morro Vidigal.

Este encontro, segundo Camila Rodrigues, vai fazer a personagem repensar suas relações amorosas.

"Sophia usa os homens como os homens usam as mulheres. Ela diz que não precisa de cavalheirismo porque não precisa deles para nada. Acho que ela está tão acostumada que as pessoas sejam interesseiras na posição e no dinheiro dela, que ela já faz 'calma aí, não perca seu tempo com isso, porque isso não vai me agradar. Sei que você está comigo pelo meu status'. Ela não precisa dessas firulas. No caso do Antônio, ela nem acredita que homens assim possam existir", disse a atriz se referido às cortesias do taxista.

Longe de ser uma mocinha, a empresária Sophia Alencar vai se revelar uma heroína ao ser envolvida cada vez mais na trama policial pelo trio de traficantes da Veludo Azul - o tio Paulo Roberto (Floriano Peixoto), o policial corrupto Pedro (Felipe Cardoso) e o fabricante da droga, Taylor (Emílio Orciollo). 

"A Sophia é bem complexa no sentindo de personalidade e em tudo que ela se mete. Ela aparenta ter uma vida tão normal, tão tranquila, mas vai ter muita ação e suspense. A novela já começou com um mistério que as pessoas só vão entender lá na frente", comenta sobre a cena em que Sophia vê o corpo da mãe, Lara (Cristiana Oliveira)".

Sem rodeios, a atriz Camila Rodrigues comentou outros temas que envolvem a personagem Sophia Alencar na trama. Veja na íntegra o bate-papo:

Camila mudou visual para personagem

Camila mudou visual para personagem

Blad Meneghel

Site oficial: Como você, Camila, lidou na sua vida com a questão da independência feminina?

Camila Rodrigues: Sou de uma família que minha vó sempre trabalhou e minha mãe também. Minha avó até ganhou mais do que meu vô a vida inteira. Sempre foi muito normal ter mulheres independentes na minha família e fui incentivada a buscar minha independência financeira. Comecei a trabalhar cedo, modelando aos 8 ou 9 anos de idade. Depois, com 14 ou 15,  já tinha o meu dinheiro. Aos 20 e poucos, comprei meu primeiro apartamento, que foi fruto dos meu trabalhos como modelo e em comerciais.

SO: Quais são as semelhanças entre você e a personagem?
CR: O que eu acho mais interessante na Sophia é que ela maluca como eu, no melhor sentido da palavra. Ela é séria quando tem que ser séria, principalmente no trabalho, mas ela é completamente engraçada no dia a dia. São várias personalidade em uma só. Acho que as pessoas tendem a falar que as outras são isso e focam só naquilo. Todos nós somo N coisas. Às vezes, eu sou uma adolescente de 14 anos, em outro momento, sou uma mulher centrada com a cabeça no lugar, em seguida, sou uma menina precisando de colo.  E eu acho que a Sophia é tudo isso.

SO: Sophia é muito elegante e só anda no salto. O que você acha do figurino dela?
CR: Queria o guarda roupa da Sophia todo para mim. Eu iria para um casamento com a roupa que ela fica em casa. É tudo muito maravilhoso, de muita qualidade. A Mari Bafa [figurinista] é incrível. O problema é quando saio daqui e vejo a realidade. Chego em casa e faço a minha comida mesmo. Não moro naquela suíte maravilhosa. Então, somos diferentes.

SO: Depois de rapar a cabeça em Os Dez Mandamentos para interpretar Nefertari, qualquer mudança de visual para uma novela é simples para você, né?
CR: Eu adoro cabelo curto. Para mim, não é um problema. Prefiro cortar, cortar, cortar a ter que colocar aplique. Tenho pavor de mega hair. Dói e coça. De três em três meses, é preciso fazer uma manutenção que demora 10 horas.  É chato. Acho que o cabelo curto é mais chique, as roupas e maquiagem valorizam. Eu amei quando raspei a cabeça.

SO: O que você está aprendendo com este papel?
CR: A vida da Sophia é louca. É matar um leão por dia. E acho que é o que a mulher faz hoje em dia.  Ainda mais quando se tem filho em casa. A mulher tem que trabalhar fora, fazer compra de mercado, depois ela precisa... É muita coisa. Acho que só o que a Sophia não tem é um filho. Esta relação louca da Sophia com bandidos é que difere de uma vida normal. Depois que ela conhece Antônio, tudo acontece. Acho muito interessante nessa novela que os temas atuais são tratados de forma leve, com muita comédia.

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