Programa do Porchat Porchat recebe a imprensa e fala sobre estreia: “Estou confiante que a gente vai fazer o que a gente quer fazer”

Porchat recebe a imprensa e fala sobre estreia: “Estou confiante que a gente vai fazer o que a gente quer fazer”

Apresentador se reuniu com jornalistas no estúdio de seu programa nesta segunda-feira (22)

“Sou bem pessimista na vida. Mas estou confiante que a gente vai fazer o que a gente quer fazer”, diz Fábio Porchat

Coletiva Programa do Porchat Fábio Porchat

Coletiva Programa do Porchat Fábio Porchat

Eduardo Enomoto/R7

Muita curiosidade ronda o Programa do Porchat, a mais nova atração da Rede Record e que estreia nesta quarta-feira (24). Mas todas as perguntas feitas por muita gente por aí foram respondidas por ninguém menos que o comandante do barco, Fábio Porchat. O apresentador se reuniu com jornalistas nesta segunda-feira (22) no estúdio de seu programa, na sede da emissora em São Paulo, para adiantar o que esperar de seu late show, a ser exibido de segunda a quinta, a partir das 00h15. Diferente do que costuma vivenciar em sua vida, o apresentador confessou que sente uma sensação diferente antes da estreia.

— Estou bem animado, otimista, o que é raro. Porque eu sou bem pessimista na vida. Mas estou confiante que a gente vai fazer o que a gente quer fazer. Se vai dar certo ou não vai, não está na nossa mão. Está na mão do telespectador. Mas a gente vai estar fazendo um produto que a gente olhe e fale: "Gostei, achei divertido. Eu veria isso". Tomara que as pessoas pensem um pouco assim também.

O clima otimista também é compartilhado pelo diretor do programa, o argentino Diego Pignataro, que participou da coletiva e se sentou no sofá roxo que receberá estrelas ao longo dos dias.

— Estou muito feliz por estar nesse projeto. Temos um longo caminho pela frente para esse sucesso grande. Para nós, é muito gratificante fazer. 

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Porchat fez questão de chegar ao estúdio da maneira como seus convidados entrarão para participar da atração: saiu pela cortina roxa e foi para o centro do palco. Bem humorado como costuma ser visto na internet, no teatro e no cinema, o apresentador explicou detalhes de seu programa. A mesa em que ficará para receber os convidados é móvel, o que facilita sua mobilidade. Do outro lado, a banda Pedra Letícia se acomoda e empolga com seu som. Gravado sempre horas antes do horário de exibição, Porchat quer oferecer ao público um produto o mais antenado possível com o que acontece no dia a dia.

— A ideia é gravar o programa sempre no dia em que ele vai para o ar justamente para ele ser quente, para ter informações. Não faz sentido gravar semana passada uma abertura sendo que já cabou a Olimpíada. Então, o programa do dia 24 será gravado no dia 24 para ter essa sensação de que está quente. Hoje em dia, a coisas estão tão velozes. Quando você vê, o presidente mudou e você estava tomando café. Esse horário, de depois da 00h, é bacana porque dá certa liberdade e tranquilidade. O público da noite muda de um mode geral, tem uma cara diferente público das 21h, das 16h. É um horário que nos agradou sempre, de cara. Foi uma parceria muita interessante da Record e com a [produtora] Eyeworks.

Além do "quente", Porchat pretende gravar conteúdos externos e números de stand up. O público também pode aguardar pelo menos uma entrevista por dia, com direito a telão personalizado e mostrando imagem da cidade de origem do convidado.

Apresentador conta detalhes da atração

Apresentador conta detalhes da atração

Eduardo Enomoto/R7

O tempo todo conectado

Para garantir o frenesi de novidades e manter a atração quente, o apresentador terá a chance de mostrar no telão, localizado atrás de sua mesa, o que está rolando nas redes sociais, suas ou de seus convidados, por exemplo, e notícias ou informações que podem enriquecer a entrevista, seja no laptop, em seu próprio smartphone ou qualquer outro equipamento.

— A ideia é que o programa tenha muita interatividade com o pessoal de casa, com a internet. A  Record  e o R7 estão muito dentro desse pensamento, eles nos disponibilizaram ajuda. Tem um time de mais de 25 pessoas trabalhando e pensando isso. Pessoas exclusivas da internet pensando em nosso programa e em coisas, em criar forma para trazer a internet para o programa, para tirar do programa e jogar a internet e para  criar exclusivamente para a internet. Não só de making off e bastidores como também com entrevista que possa ir diretamente para a internet, com enquetes. Fiquei muito impressionado em como a internet aqui da Record é forte, como eles bombam e pegam cada programa e fazem um diferencial para cada um deles. O pessoal das chamadas tem um time muito bacana, até propondo essa coisa bastante divertida de surgir pequeno na tela e crescer. Ideia deles também. Um pessoal muito a fim de trabalhar, criar, propor alguma coisa nova. Com minha chegada, gerou essa sinergia diferente para pensar e propor ideias diferentes. A ideia é pensar um pouco fora da casinha.

Até mesmo a plateia poderá ser alvo do olhar da atração e, possivelmente, ser convidada a expor alguma coisa que saiba fazer muito bem.

O Programa do Porchat será exibido até dezembro deste ano e voltará para a grade em março. Para deixar todas as noites atrativas para o público, o apresentador conta com uma equipe especial.

— Rosana Hermann encabeça o time de oito roteiristas. Estou junto com ela na redação final. Não queremos simplesmente fazer entrevista. A gente quer que essa entrevista tenha coisas que sejam muito específicas do nosso programa, que só aconteçam aqui. Tudo o que a gente pensa com os convidados a gente tentar ir um pouquinho a mais e ver o que a gente pode fazer além da entrevista. A Sasha foi a primeira entrevistada e a primeira entrevista dela. A gente brincou dizendo que ela é a famosa mais anônima do Brasil. Ela não falou com ninguém. Nem com a mãe, com a Xuxa.

Antes de dar seus primeiros passos, Porchat ficou uma semana nos Estados Unidos para aprender com gente que entende do assunto, como Jimmy Kimmel. Por lá, o gênero do Programa do Porchat, o late show, é muito comum na TV aberta, assim como acontece com as novelas no Brasil. Por aqui, ele também quis conversar com quem faz sucesso na TV.

— Conversei com a Marília Gabriela, o [Roberto] Justus, Luciana Gimenez, o Jô [Soares], para entender o mundo da TV aberta, de ter um programa, de como isso funciona. Não sei fazer. Vou começar a fazer agora e vou aprender fazendo. Então, é importante entender, ouvir.

Programa do Porchat estreia quarta-feira (24)

Programa do Porchat estreia quarta-feira (24)

Eduardo Enomoto/R7

Livre, leve e solto

Durante as chamadas exibidas pela Record e que arrancaram risadas do público, Porchat brinca com a questão da liberdade de fazer o que quer na TV. E foi justamente essa sensação que enfatizou no ar.

Na segunda procura foi quando fez sentido, um programa só meu.

— Confesso que quando falei que ir para a TV aberta, pensei que teria alguma limitação, na Record vou ter algum tipo de limitação. Mas para minha grata surpresa as coisas foram acontecendo e sendo permitidas de um jeito que eu jamais ia imaginar. As chamadas foram um teste de fogo. Falei: "deixa que eu escrevo essas chamadas". Todos os diretores acharam ótimo, engraçado e deixaram fazer. Fiquei bem feliz com isso. Claro que a gente vai ter as limitações da TV aberta, de um modo geral, achei que isso me deixou mais tranquilo para poder fazer e ser quem eu sou. Essa é a grande questão e que falei desde o início. Se não conseguir fazer uma coisa que tem a minha cara e do meu jeito, não vai ser bom para ninguém. O público não gosta e fala: "Tá vendo! Foi para a TV e acabou com você, você era mais feliz na internet onde você poderia ser do seu jeito". Minha ideias bateram com as ideias da Eyeworks, da Record e isso foi muito legal. 

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O ser questionado pelos jornalistas se terá alguma limitação, ele negou a possibilidade.

— Limitações, não. Acho que tem que ir para ao ar para ver e entender isso, como as coisas batem e não batem. Dizem que "na internet você tem total liberdade". Não é verdade. Se no You Tube eu coloco um vídeo com mulher pelada, tiram meu vídeo. No cinema, se eu colocar sexo explícito passa. Cada um tem uma limitação. O ônus e o bônus: chega a mais gente na TV aberta, chega a pessoas que não acompanham meu trabalho na internet. Mas, ao mesmo tempo, pode mais isso, menos aquilo. Mas acontece tanta coisa na TV aberta. É tão barra pesada! Comecei a assistir a TV aberta e, olha, o nosso é bem levinho.

Apresentador explica que seu programa estará sempre de olho nas redes sociais

Apresentador explica que seu programa estará sempre de olho nas redes sociais

Eduardo Enomoto/R7

Diferencial

Apesar de ter recebido convites de algumas emissoras nos últimos anos, Porchat explicou aos jornalistas o que o levou a bater o martelo a favor da Record.

— A Record fez a melhor proposta, em todos os sentidos. Não foi boa só o financeiro como o artístico, que é o que me importa mais. Quero fazer um programa que eu consiga e queira fazer. A primeira coisa que eu vejo é o artístico e um programa aqui na Record foi o que mais me atraiu. Tenho um programa para fazer do jeito que eu quero fazer, a questão artística foi o que mais me atraiu. [Ter um programa] é um desejo antigo e queria isso há muito tempo, quando a Record me chamou e mencionou isso. Estou no começo da carreira, estou começando e esse é um momento de virada. Um dívisor de águas como o Porta dos Fundos foi.

O apresentador também ressaltou a parceria dos colegas de casa.

— Todos os apresentadores da Record, os daqui de São Paulo estou tendo mais contato e a Xuxa, me receberam muito bem e quiseram participar de alguma forma. Eles sugerem: "Poxa, tinha pensando em uma esquete". E falei: "Vamos gravar!". Todos estão muito dispostos a participar, a brincar, brincar com eles mesmos. Claro que todos vão dar entrevista aqui, vou expremer a Record até o último figurante de Os Dez Mandamentos [risos]. Programa diário não tem essa. Enfim, fiquei bastante surpreso com o clima entre eles que é muito bom. Todo mundo meio que se conhece, não é muito distante. Parece na Record que todo mundo é mais junto, mais família, todo mundo é acessível.

Aliado no palco

Além de mostrar seu estúdio e explicar como tudo irá funcionar, Porchat apresentou um novo rosto para a imprensa, premiado por seu trabalho no humor e que irá acrescentar o que sabe ao programa.

— Meu nome é Paulo Vieira, sou de Palmas, no Tocantins e sou comediante. Apareci por São Paulo pela primeira vez pelo Risadaria e ganhei o Grende Prêmio do Humor Brasileiro. Em 2012, fiz o Campeonato Brasileiro de Stand Up Comedy. Recebi o convite do Fábio para fazer o programa e estou muito feliz. Acho que essa ideia que o Fábio tem de centralizar o programa...  Ele quer pessoas que façam e pensem comédia diferente do que ele pensa. O Fábio é um cara do Rio de Janeiro, criado em São Paulo e está sempre no eixo. Tem Pedra Letícia que é de Goiânia [GO] e me chama que sou Norte. Essa ideia de que o Brasil inteiro vai ver o programa e que é importante ser engraçado para o Brasil inteiro. Ter uma cabeça diferente do eixo Rio de Janeiro - São Paulo é uma coisa que me interessou muito. Estou muito feliz de estar no projeto.   

Além de ter um espaço para fazer seus stand ups, Vieira pode se acomodar também entre o pessoal da plateia. A ideia é promover a interatividade com o público do estúdio para uma eventual brincadeira ou outro tipo de participação. Na plateia também podem rolar outras performances, como apresentações musicais.

Fábio Porchat explica como funcionará sua atração, novidade na tela da Record

Fábio Porchat explica como funcionará sua atração, novidade na tela da Record

Eduardo Enomoto/R7

Música com toque de humor

Com 10 anos de estrada, a banda Pedra Letícia dará mais ritmo às edições do Programa do Porchat. O líder do grupo, o também humorista Fabiano Cambota, contou como entrou para a atração.

— Somos de Goiás, no Centro-Oeste, e recebemos o convite com muita felicidade. O projeto inteiro é maravilhoso e, por isso é muito interessante. A banda é de nicho. Apesar da gente não ter um público enorme, não é do tamanho de um estádio, temos um público fiel e que canta as nossas músicas. O projeto como um todo é divertido, é engraçado, as pessoas são muito do bem. Essa proximidade me interessa muito e isso vai ser passado para as pessoas que vão estar vendo em casa, a forma divertida de como a gente produz esse programa. E acho que isso se reflete da forma divertida de como as pessoas vão assistir. Além de nós quatro, a banda tem um tecladista e saxofonista que também é flautista, para completar o programa. A gente é uma banda de rock, então, para que a gente não ficasse muito limitado. Apesar de ser rock, a premissa da banda é diversão.

O Programa do Porchat pode ser visto de segunda a quinta, 00h15, com reapresentações no dia seguinte na TBS às 19h30 e 12h30.

• Público aprova a grande estreia do Programa do Porchat. Assista:

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