Apocalipse Sérgio Marone fala sobre o privilégio de viver Ricardo Montana em Apocalipse 

Sérgio Marone fala sobre o privilégio de viver Ricardo Montana em Apocalipse 

Ator relembra personagem complexo e contemporâneo inspirado em vários líderes mundiais

  • Apocalipse | Juliana Lambert, do site oficial

Sérgio Marone viveu o Anticristo

Sérgio Marone viveu o Anticristo

Divulgação/Record TV

Com a volta de Apocalipse em uma versão especial para as noites da Record TV, Sérgio Marone relembra a trama e revela sua inspiração para compor o protagonista Ricardo Montana: “Me inspirei em vários líderes mundiais, alguns que eu admiro, como o Trudeau [Justin Trudeau é educador e primeiro-ministro do Canadá], que acredito ser uma pessoa bem intencionada, além de excelente político, até outros que não admiro tanto. Fiz um trabalho de mergulhar na psique desse personagem, que é um sociopata”.

Marone destaca a oportunidade de interpretar o Anticristo, que é tomado pela megalomania e pelo poder ao longo da novela: “Foi um privilégio viver o Ricardo Montana, um personagem tão complexo e contemporâneo, muito bem escrito pela Vivan Oliveira”.

Com gosto sofisticado e exímio colecionador de artes, Ricardo Montana está sempre alinhado em elegantes ternos italianos. Segundo Marone, o figurino fez toda a diferença na hora de dar vida ao vilão: “O figurino é importantíssimo na composição. Eu começo a descobrir grande parte das expressões corporais do personagem quando visto o figurino. Parece que você percebe a maneira como ele anda, como senta... O figurino do Ricardo Montana foi muito bem pensado pela equipe de figurino e pelo alfaiate que desenvolveu os ternos, eu também dei um pitaco ou outro [risos]. Pensamos milimetricamente em todos os detalhes, nos lenços, gravatas, colarinhos e até quantos botões os ternos teriam”, revela.

Algumas cenas marcaram o ator: “Eu gostava muito dos discursos que o Ricardo Montana fazia como presidente da ONU, acho que tinham muitas mensagens interessantes. Uma particularmente difícil de gravar foi a morte dele, pois fiquei dentro de um caixão com flores, uma sensação não muito agradável”.

Ricardo Montana exigia muito do ator, que acabava dormindo no pouco tempo que sobrava entre uma gravação e outra: “Eu fiquei bem exaurido com esse personagem, foi muita energia e tinha muitos textos. Chegou uma hora que não era mais possível decorar e eu tinha que usar ponto eletrônico. Foi um processo bem diferente de tudo o que eu já fiz, pois eu tive que desenvolver outras técnicas de estudo de texto, mas valeu a pena”.

Marone reforça a mensagem: “Que a gente perceba que não existe um único momento onde esse apocalipse vai acontecer, acho que estamos caminhando para isso há décadas e é importantíssimo termos a consciência de que o ser humano é o principal responsável por isso. Cabe a nós a escolha de iluminar o bem ou o mal. A humanidade de um modo geral tem iluminado áreas muito sombrias do caráter e personalidade e por isso é a principal responsável pelo apocalipse ao qual estamos nos conduzindo. Acredito que com esse momento de pandemia, a gente deva fazer uma viagem para dentro e compreender tudo de errado que fizemos, todo o egoísmo em termos de consumo excessivo e centralização de riqueza, tudo de mal que fizemos para esse planeta e está revertendo para nós. Deu para perceber o quanto a natureza fica incrível sem ações humanas. A Baía de Guanabara agora tem tartaruga, as águas dos canais de Veneza estão transparentes, tudo isso em menos de um mês. Se a gente não aprender com isso, nada do que estamos vivendo adiantou”.

A novela Apocalipse vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 20h45, na tela da Record TV

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