Pan Lima 2019 Em busca do hexa: Duda e Babi dão a receita para o ouro em Lima

Em busca do hexa: Duda e Babi dão a receita para o ouro em Lima

Experientes, armadora e goleira da seleção brasileira de handebol defendem pentacampeonato no Pan e ainda sentem 'friozinho na barriga'

Em busca do hexa: Duda e Babi dão a receita para o ouro em Lima

Babi e Duda são grandes destaques da seleção feminina de handebol

Babi e Duda são grandes destaques da seleção feminina de handebol

Guilherme Padin/R7

Líderes, vitoriosas e experientes. Duda Amorim e Bárbara Arenhart têm muito em comum e são as principais jogadoras da seleção feminina de handebol, que já está em Lima para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de 2019.

Campeãs mundiais em 2013 e bicampeãs pan-americanas, elas defenderão, na capital do Peru, a hegemonia do Brasil na modalidade: nos últimos cinco Pans, entre 1999 e 2015, a equipe feminina brasileira ficou com o ouro. Para garantir o hexa, a goleira Babi tem a receita.

“Temos que ter humildade e pés no chão, continuar trabalhando e não deixar de querer evoluir. É mais um passo entre nossos objetivos. Temos que levar a sério”, disse a capitã Bárbara, campeã em Guadalajara 2011 e Toronto 2015, à reportagem do R7.

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Eleita a melhor jogadora do mundo em 2014, Duda afirma que, na busca pelo ouro pan-americano, a seleção se destaca por ter “jogadoras nas melhores ligas da Europa. Isso traz muita qualidade pro handebol brasileiro”.

Sobre o favoritismo do Brasil, a experiente dupla não desconversa e assume que a equipe chega a Lima como a grande candidata ao título. Em harmonia, Duda e Babi avaliam que Cuba e Argentina são duas equipes de muita força na competição.

“As cubanas têm muita força física e serão nossas primeiras adversárias. Temos que estar atentas. As argentinas também são ótimas, e ainda se animam muito contra a gente, mas nós vamos nos animar mais ainda contra elas”, comenta Duda sobre a rivalidade com o país vizinho.

Campeã na Rio 2007 e em Guadalajara 2011, Duda já teria o tricampeonato pan-americano não fosse por uma lesão em 2015, que a tirou do Pan de Toronto. Para ela, ter perdido a última edição “dá um ânimo a mais para a disputa em Lima. É bom pra ter uma expectativa nova”.

Além do currículo invejável pela seleção, as duas brasileiras também dividem o mesmo ano de nascimento. Aos 32 anos, elas cumprem função de liderança em um time que passa por renovação. As responsabilidades, no entanto, não as incomodam.

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“Não sinto a responsabilidade como um peso. Eu sou a capitã da equipe, uma das mais experientes. Pelo contrário, acho gostoso ter essa função. Temos muito respeito umas pelas outras”, diz Babi. Duda completa: “É ótimo vir a Lima e estar com algumas meninas que nunca vieram. É legal ver os olhinhos delas brilhando. A expectativa está muito boa. Chegamos muito confiantes”.

As argentinas se animam muito contra a gente, mas vamos nos animar mais contra elas
Duda Amorim

Apesar das jornadas vitoriosas pelo Brasil e por clubes, Babi garante que “jogar pela seleção, independentemente da partida, sempre vai dar um ‘friozinho’ na barriga. Ouvir o hino do Brasil é lindo. Tem coisa que nunca vai mudar”. Com a armadora Duda, não é diferente: “Por mais experiência que eu tenha, ainda mexe comigo.”

A Record TV é a emissora oficial dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Você pode acompanhar os eventos ao vivo no R7.com e conferir todas as transmissões e as íntegras no Playplus.com.

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